As primeiras
vilas fundadas nas serras da Mantiqueira foram Itaverava e Piranga
no final do século XVIII, antes mesmo de Ouro Preto e
Mariana. Sua fundação se deve aos bandeirantes
cujo interesse maior estava voltado para as riquezas minerais:
em primeiro lugar o ouro, depois os diamantes. As sesmarias
eram doadas com fins agrícolas, para a sobrevivência
dos exploradores, sendo a cana de açúcar a principal
cultura, posteriormente a mandioca e o milho.
No princípio do século XVIII, entre os anos de
1.720 a 1.750, foram doadas grandes extensões de terras
pelos colonizadores portugueses com o nome de sesmaria, com
a finalidade de cultivá-las e intensificou se a povoação
a partir de 1750.
1. ANTÔNIO
DA COSTA DE FARIA - Fundador da Fazenda dos Costa. Falecido
e sepultado na Capela do Glória em 1795. 2. JOSÉ DA COSTA DE OLIVEIRA - Morador na Fazenda
do Lençol e possuidor de uma sesmaria na atual Pau Grande.
Português, casou-se em Queluz em 1732 com Leonor Pereira.
Avô do Padre Felisberto Rodrigues Milagres e Padre Francisco
Pereira de Assis e bisavô do Conselheiro Lafaiete Rodrigues
Pereira. Seu filho natural Manoel José da Costa herdou
a sesmaria. Faleceu em 1779, tendo construído também
a Fazenda dos macacos, na vizinha Conselheiro Lafaiete. 3. MANOEL FERNANDES COIMBRA - Fazenda do Papagaio - Casou-se
com Maria Tavares e foi trisavô de Celso Augusto de Rezende.
Em 05 de fevereiro de 1831 faleceu e foi sepultado na Capela
do Glória o Alferes Joaquim Tavares Coimbra Filho. Foram
moradores nesta Fazenda Carlota Augusta de Figueiredo, casada
com o Tenente Narciso Tavares Coimbra. Ela era irmã do
Visconde de Ouro Preto. 4. DOMINGOS FERNANDES COIMBRA - Fazenda das Águas
Novas, fundou o povoado do Campinho e da Serra. Era irmão
de Manuel Fernandes Coimbra. Em 1835 Joana Rosa da Conceição,
sua filha, vende a José Joaquim Corrêa, irmão
do Padre Inácio Corrêa Pamplona, a Fazenda do Capote. 5. MANOEL FRANCISCO VIEIRA - Fazenda da Conquista. 6. INÁCIO CORRÊA PAMPLONA - Fundou o povoado
de Ribeirão - Morava na Fazenda de Medenhas - Lagoa Dourada
- Pai de Joaquim Alves Pamplona e avô de José Maria
Corrêa Pamplona, que era casado com Senhorinha Rodrigues
(avó do Sr. Manoel Henriques Soares - um dos ex-prefeitos
do Município). Deste matrimônio nasceu Padre Inácio
Corrêa Pamplona, um dos participantes da Conjuração
Mineira. 7. JOSÉ LOPES DE FARIA - Fazenda Bonsucesso. Em
1813, Agostinho Fernandes D'Ávila, proprietário
desta Fazenda, fez um testamento, legando 20.000 réis
para ajudar na construção do trono da Senhora
das Dores de Capela Nova. 8. ANTÔNIO DORNELAS DA COSTA - Fazenda da Cachoeira.
Em 1749 houve um batizado na Capela do Glória de um escravo
dele. 9. ANTÔNIO DE SOUZA ALMADA - Fundador do povoado
de Catalão - Ex Ribeirão de São João.
Em 26 de novembro de 1812, Antônia Rosa de São
José, sua viúva vendeu a José Antônio
Teixeira a Fazenda do Córrego de São João.
Ele foi sepultado na Capela da Ressaca em 1803. 10. BERNARDO CORRÊA DA SILVA - Ribeirão
de Santa Cruz, hoje o povoado de Bernardo Corrêa. Em 1771,
faleceu no Glória Ana Gomez de Jesus, casada com o referido
pernambucano. 11. JOSÉ HENRIQUES - Fazenda do Patrimônio
- Português, casado com Rosa Maria de São José,
ascendentes dos Henriques do Glória. Domingos Henriques
Gusmão, neto de José Henriques e Rosa Maria, seu
tio Padre Jacó Henriques Pereira e mais alguns outros
membros da família Henriques transferiram-se, aos poucos,
para a Zona da Mata e foram os fundadores da atual São
João Nepomuceno, a imagem de São João Nepomuceno,
orago da Fazenda do Patrimônio, foi dai levada para o
referido município mineiro deste nome, tornando-se o
padroeiro do lugar. Era o santo de devoção da
família Henriques.
OBS: Nem
todos estes sesmeiros residiam em tais sesmarias, mas nelas
edificavam casas para negros os quais se dedicavam à
lavoura e à mineração.
Houve lavra de ouro no Ribeirão do Papagaio.
1744 -
Construção da 1ª Capela dedicada a Nossa
Senhora da Glória por provisão de D. Antônio
de Guadalupe, Bispo do Rio de Janeiro, feita de pau-a-pique
e madeiras. 1746 - 1º batizado feito na Capela do Glória
pelo Padre João Gonçalves da Mata, primeiro capelão.
1770 - Construção da atual Igreja em pedra
sabão por José da Costa de Oliveira. 1797 - Construção do belíssimo e
artístico adro em pedra sabão, idêntico
ao de Congonhas do Campo. Obra esta, inspirada nas obras de
Aleijadinho. 02/05/1856 - Criação da Paróquia
de Capela Nova, ficando-lhe a do Glória filiada. Até
então, a Capela de Nossa Senhora da Glória era
filial da Matriz da Imaculada Conceição de Conselheiro
Lafaiete. 21/07/1864 - Transferência da Sede Paroquial para
o Glória, através da lei 1.188, tendo Capela Nova
como filial. Isto se deveu a questiúnculas políticas
entre os partidos Monárquico e Liberal, apelidados Cascudos
e Chimangos, este liderado pelos Lopes de Faria, aquele pelos
Henriques. 04/10/1870 - Retorno da Sede Paroquial para Capela Nova
através da lei nº 1.707. 23/09/1882 - Pela lei provincial nº 2.944 foi o
Glória elevado à freguesia, mas não conseguia
instituição canônica. 1.903 - Francisco Dutra Moreira, casado com Inês
de Souza, doa terras herdadas de Joaquim Pinto Cardoso, no Campinho,
para a construção da Capela dedicada a São
Sebastião. 1.916 - Horácio Marcolino Rodrigues e Luiz Rodrigues
da Costa doam terras para a construção da Capela
do Ribeirão. 14/10/1918 - Criação do Curato de Nossa
Senhora da Glória por D. Silvério Gomes Pimenta. 1.941 - Criação em definitivo Paróquia
de Nossa Senhora da Glória por D. Helvécio Gomez
de Oliveira. 1.942 - Criação da S.S.V.P. por Padre Geraldo
Norberto e Missionário Padre Antônio Pedreira Ferreira.
Padre João
Gonçalves da Mata
Padre Jacó Henriques Pereira
Padre Bartolomeu Afonso de Souza - 1763 a 1805
Padre Felisberto Rodrigues Milagres
Padre Serafim Matesi
Padre Manoel Dias do Couto
Padre Agostinho Cesário de Andrade
Padre Vicente Mileo - 1872 a 1874
Padre José Pinto Ribeiro - Português - 1875 a 1903
Padre Antônio Prete - 1917 a 1918
Quando vigário de Capela Nova, Padre Alípio
Gonzaga de Barros (1.908 a 1.911), alguns fiéis de
Nossa Senhora da Glória insatisfeitos com a atuação
do vigário, endereçaram ao Metropólita
Marianense uma missiva repleta de queixas. Pediam a nomeação
de um Padre para o distrito, pois, a Igreja se achava em decadente
estado. Alegavam que os Padres de Capela Nova só se
lembravam de levar para lá os paramentos do Glória.
Esta carta foi escrita em 04/10/1908 e assinada por João
Henriques Pereira, escrivão de paz; Januário
Pereira Barbosa, 1º Juiz de Paz; Henrique Alves Baeta,
2º Juiz de Paz; Celso Augusto Rezende e outros...
Negando-se Padre Alípio a dar assistência ao
Glória, a Cúria de Mariana remeteu provisão
ao Padre Antônio Rodrigues, vigário de Santana
dos Montes, outorgando-lhe plenos poderes para os atos paroquiais.
Padre Agostinho
Cesário de Andrade - vigário encomendado - 1864
a 1869
Padre Manoel Francisco do Carmo - vigário encomendado
- 1869 a 1870
Padre Antônio José Ferreira - 1941
Padre Geraldo Norberto de Oliveira Reis - 1942
Padre José Duarte de Souza - 1942 a 1949
Padre José dos Reis Alvim - 1949 a 1955
Padre José dos Santos Gómez - 1955 a 1962
Padre José Duarte de Souza - 1962 a 1964 - Vigário
cooperador - Padre José Mateus
Padre Walter Coimbra de Resende - 1964 a 1998
Padre Luiz Henrique dos Santos - 1998 até os dias de
hoje.
1824 -
D. Frei José da Santíssima Trindade. 1858 e 1865 - D. Antônio Ferreira Viçoso
esteve em Capela Nova. Supõe-se que ele tenha estado
também no Glória, já que em 1858 o Glória
já era filial e em 1865 sede da paróquia. 05/1900 - D. Silvério Gomez Pimenta - Antes de
sair do Glória em 22 de maio, o Santo Prelado encarregou
Maria Eva, Antonieta Balarto, Felisbina da Cruz e Antônio
Francisco de Amorim para angariarem esmolas, a fim de se adquirir
a imagem do Coração de Jesus. 08/08/1917 - Saindo de Capela Nova, D. Silvério
partiu de liteira para o Glória. Padre Antônio
Prete, encarregado de trabalhar para a criação
do Curato de Nossa Senhora da Glória informava que o
patrimônio da Capela possuía vários alqueires
de terras.
1832 -
Criação do Cartório Civil.
Padre Felisberto Rodrigues Milagres - 1º Juiz de Paz
Capitão Antônio Lopes de Faria - 1º suplente
1912 -
Criação da Sociedade Musical Gloriense
Diretor: Coronel Américo Leão. Conseguiu ainda:
instalação da rede de água e o primeiro
calçamento da cidade.
30/09/1918
- nome atual por lei nº 703.
16/01/1922
- Instalação da Escola Pública Estadual
- Pioneira do ensino público. Primeira professora: Nazira
Cândida Vieira, primeira diretora: Geni Rezende.
07/09/1923
- Incorporado ao município de Carandaí. Até
então, pertencia a Queluz de Minas (hoje Conselheiro
Lafaiete).
1941 -
Construção da estrada que liga Caranaíba
à BR 040, durante o paroquiato do Padre Antônio
José Ferreira.
30/12/1962
- Elevação à cidade por Lei nº
2764
Sr. Abelardo Ferreira de Assis - Presidente da Comissão
de Emancipação.
01/03/1963
- Instalação do Município.
Intendente: Celso Teixeira de Rezende
25/10/1997
- Visita de Eduardo Brandão de Azeredo - 1º
Governador de Minas Gerais a visitar nosso Município.
12/11/1998
- Rodovia Municipal "Waldemar Penna" - Denominação
dada à estrada que liga Caranaíba à BR
040, agora com pista asfaltada.